domingo, 24 de janeiro de 2016

A Felicidade neste mundo



A Felicidade neste mundo
(Shingo Kingo Dono Gohenji - Páginas 1143)

Não há maior felicidade para os seres humanos, que orar o Nam-myoho-rengue-kyo. O sutra diz: "As pessoas lá (em minha terra) são felizes e tranqüilas. "Felizes e Tranqüilas" indica a alegria da Lei. Obviamente, você está incluído entre as "pessoas". "Lá" significa o mundo inteiro, o que inclui o Japão. "Felizes e tranqüilas significa saber que nossa vida - nosso corpo e mente, nós e nosso ambiente - e a entidade de Itinen Sanzen, e o Buda da liberdade absoluta. Não há maior felicidade que ter fé no Sutra de Lótus. Este nos promete "paz e segurança nesta vida e boas circunstância na próxima". Jamais permita que os impasses da vida o perturbem. Afinal, ninguém pode escapar dos problemas, nem mesmo santos ou sábios.

Apenas ore Nam-myoho-rengue-kyo e quando beber sakê, permaneça em casa com a sua esposa. Sofra o que tiver que sofrer. Desfrute o que existe para ser desfrutado. Considere tanto o sofrimentos como a alegria como fatos da vida, e continue orando o Nam-myoho-rengue-kyo, não obstante o que aconteça. Então, experimentará a infinita alegria da Lei. Fortaleça a sua fé mais do que nunca.

Com meu profundo respeito,
Nitiren
Em 27 de junho de 1276
(Fonte: END, vol III, páginas 199)

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A vida com trilha sonora é mais legal. Como criamos ambientes individuais


Hoje eu tive um insight sobre algo magnífico da vida moderna, que em geral nos passa despercebido. Como nós alteramos o nosso ambiente pessoal. É incrível, mas nós levamos essa coisa que alterar o ambiente muito a sério, na opinião de muitos essa é a característica fundamental do ser humano, alterar significativamente seu ambiente. Ok, os macacos fazem umas casinhas e usam ferramentas rudimentares para "pescar" formigas.. Me liga quando o primeiro macaco construir uma jangada a vela. Nós levamos isso tão a sério, mesmo sem perceber, que passamos a alterar o ambiente do ponto de vista do indivíduo, mais que isso, passamos a criar ambientes individuais em movimento.
Veja isto. Descia eu as escadas do meu prédio para ir ao correio, com os fones de ouvido, ainda sem ouvir nada. Passei pela fofoqueira do prédio e isso me irritou um pouco. Como eu sei que o preciso ser mestre da mente controlei e achei que faria bem ouvir uma música ao invés de um podcast. Então, andando pela rua me senti como em um filme, era um música animada que combinava com cenas de estrada. Parecia trilha sonora.
Então veio o insight. Carros, fones de ouvido, óculos que mudam a paisagem... Nós criamos micro-ambientes completamente individuais, capazes de se adaptar às nossas necessidades e gostos de momento.
Começou com a muito tempo, mas percebemos o potencial com a música portátil. Com os carros podemos levar o escritório ou parte da casa conosco, cores, cheiros, sons, se você cuidar bem do carro e tiver essa percepção ele vira quase o seu mundo particular, alterando tudo a sua volta. É claro que não dá para se desligar totalmente do mundo ainda, afinal você tem que cuidar do transito, mas já estamos caminhando para isso com os protótipos de carros robóticos. Bem, quem tem motorista ou vai estar nas olimpíadas do Japão em 2020 (carros robô) já está praticamente nesse nível.
Fones de ouvido já a muito tempo colocam trilha sonora na nossa vida cotidiana, e parece que assim é o certo, parece que assim é melhor. Só falta a parte visual, eu pensei, mas já estão saindo uns óculos legais aí.. E, estando em carros, já fazemos um pouco isso de alterar a parte visual.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Quem é esse Brasil que só começa a trabalhar depois do carnaval?

Hoje é o primeiro dia útil de 2016 e não sei quanto a vocês, mas eu já estou trabalhando. Até trabalhei um pouco nos dias 1 à 3, eu não paro, mas pegar no batente mesmo foi hoje, com o início da expansão da minha parceria com a Accubras. Sei que algumas pessoas tiram uns dias a mais com a família, em geral os que não voltam hoje voltam dia 12, a segunda segunda-feira do ano.
Começando o ano de trabalho
Ainda assim, estou certo que, como em anos anteriores, logo começaremos a ouvir que no Brasil o ano só começa depois do carnaval. Eu me pergunto, para quem?
Eu já estou trabalhando, até o final de janeiro todas as pessoas que eu conheço estarão trabalhando. Os políticos? Estes voltam só em fevereiro, mas eles não são o Brasil, p governo não é o Brasil, nós somos o Brasil e a maioria das nossas atividades não depende deles estarem trabalhando ou não. As empresas? A maioria dos empresários que eu conheço já estão na ativa, como suas empresas e funcionários.
Quem só começa a trabalhar depois do carnaval, que Brasil é esse no qual o ano só começa depois do carnaval?
Me parece que é uma mentalidade coletiva, de que nada vai funcionar, de que tudo pode ser feito tranquilamente porque ainda há tempo.
O fato é que, nesse ano mais que em outros, não há tempo!
Tivemos uma experiência com isso em 2014. Com a copa do mundo e as eleições, o país teve um carnaval atrás do outro e todos ficarão com a impressão de que o país estava em um gigantesco feriado prolongado.
Eu ouvia gente em todos os lados dizendo que o ano não ia valer nada, que não produziríamos nada, que nada podia ser feito, etc. E de fato muita coisa ficou parada só por causa dessa mentalidade. Ainda assim, muita gente trabalhou duro.
Esse ano nós temos as olimpíadas e eleições novamente. Não podemos deixar essa mentalidade nos pegar de novo, precisamos reagir a esse pessimismo, sob risco de termos um ano pouco produtivo por nossa própria sabotagem.
Então, bata a poeira do feriado, faça seu planejamento, se ainda não o fez, levante a cabeça e vá trabalhar com confiança. O ano já começou e não há tempo a perder!
E não caia na ideia de que a culpa é dos outros, assuma a responsabilidade de fazer deste um grande ano. Eu estou fazendo a minha parte, você está comigo?

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Leis não param bandidos, pessoas boas armadas param bandidos!

Massacre com arma ilegal> Obama tenta proibir venda de armas> proposta não avança no congresso> aumento da venda de armas
Na visão do jornal Nacional isso é inexplicável.
Ora, qualquer idiota entende, as pessoas querem se proteger e o congresso respeita essas pessoas. Mais uma lei não vai impedir o bandido, que é aquele que não respeita leis. O único jeito de se proteger de uma pessoa má que não respeita lei alguma armada é estar armado também.
O Brasil tem uma das leis mais rigorosas anti-armas e ainda assim os bandidos tem armas. É claro, são bandidos, aqueles que não respeitam a lei.
É ridículo que eu tenha que explicar isso.

sábado, 19 de dezembro de 2015

Eu e o sono, uma relação conturbada

Eu tenho uma relação de amor e ódio com o sono. Por um lado, eu gosto de dormir, é bom e necessário, não é legal ficar com sono e lutando para ficar acordado. Por outro lado eu não tenho muito sono a noite e gosto de ver o Sol nascer com uma xícara de café na mão.
Eu tenho insônia, eu sei, mas o caso é que entre as 10 e 10:30pm eu tenho sono, mas isso não é hora de dormir. Chegando por volta das 11h eu só tenho sono se estiver muito cansado. Se a tv estiver ligada já era, eu me interesso por qualquer porcaria e adeus sono. Se estiver trabalha do em algo interessante, pode ir dormir e levantar no outro dia que há uma grande chance de eu ainda estar ali.
Então tenho sono de manhã, mas de manhã não é hora de dormir, eu levanto as 5:30am.
Se está calor eu nem tenho muito sono de manhã também, quando o verão é estável eu durmo em média 5 horas por noite. É claro que tem os dias em que nada me tira da cama, quem não tem, mas há dias em que eu durmo menos de 3h.
Durante o inverno, quando é estável, eu tenho um pouco mais de sono, o clima frio me acalma. O problema são os dias muito cinzentos, não apenas nublados, aqueles doas em que a luz do Sol passa só o suficiente para te lembrar que não é noite. Não adianta ligar as luzes porque tem luz suficiente para neutralizá-las mas não o suficiente para estimular o correto funcionamento do corpo. Deve ter a ver com hormônios ou vitamina D. Lembrando que atualmente eu vivo em uma das cidades com menos dias de Sol do mundo.
Nesses dias, quando a noite chega eu desperto, porque aí finamente algo se regulariza (é noite e está escuro, como deve ser).
E há uns dias de outono e outros de primavera, em que tudo parece correr bem, nesses dias eu durmo pouco a noite, faço um cochilo depois do almoço (minha esposa de sangue espanhol me ensinou isso) e o meu dia corre perfeito.
Talvez esse seja o certo para mim, dormir duas vezes, assim eu aproveito tudo que gosto, a noite, o amanhecer, o sono necessário.
A algum tempo li que as pessoas na Europa dormiam duas vezes por noite em uma época. Elas dormiam por algumas horas, para descansar do trabalho e então acordavam para confraternizar, estudar, etc, então dormiam de novo para descansar para o trabalho do dia seguinte. Interessante não?!
As vezes eu penso que dormir é perda de tempo, mas aí eu lembro que tudo que sei sobre o sono e de tudo que já passei por causa da privação, além da armadilha que ele pode ser em alguns casos, especialmente para os deprimidos. Precisamos dormir, moderadamente e não menos que isso, mas para muitos de nós, é preciso primeiro descobrir como dormir e depois como implantar isso no cotidiano.
Isso tudo pode ter a ver com o fato de que eu sou meio workaholic e learnaholic (se não existia acabei de inventar). Eu sempre acho que falta tempo para ler tudo que eu quero, ver todos os documentários que eu quero, pesquisar tudo que eu quero, testar, amostrar, analisar, experimentar tudo que eu quero. Até cair de sono e ter que dormir de qualquer jeito.
E principalmente escrever, se eu tenho uma ideia na cabeça, eu preciso escrever, se não escrever eu não durmo.

Eu disse que era uma relação conturbada.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Up: Receita federal, essa maquina de extorsão

Nota do editor: este post é uma resposta ao post Receita federal, essa maquina de extorsão. A Viviane comentou o post original e achei que o comentário exemplificava tão bem o  caso que pedi que criasse esse post. 
Willyans Maciel


Sobre passaporte, quando eu resolvi fazer intercambio ainda na graduação, tive de fazer o passaporte pra enviar cópia com os documentos, antes mesmo de saber se teria a autorização pra isso ou não (como de fato não tive porque eles perderam os papéis, "acontece"), ou seja: pagaí, depois a gente vê. Sem falar que ele ia vencer durante minha estadia aqui e tive de renovar (ainda fui pesquisar as cidades onde eu podia fazer isso mais rápido e acabou sendo em CWB mesmo, mas tem cidades com fila de espera de meses!).


Se precisar de munição, estamos aí: Antes de viajar eu nunca pensei em investir em moeda estrangeira, quando fui comprar Euro pela primeira vez no Brasil, descobri que, acima de certo limite, é necessário apresentar a passagem, hahahahahahaha...


Pra deixar o tambor completo: Os remédios do meu colega, não só foram barrados na "receita" daqui da Alemanha como, mesmo eles tendo receita em inglês do médico, nota fiscal e todo o caceta que cê imaginar que foi pensado pra evitar isso, além dele pagar ele precisa ir até lá com um Farmacêutico.